Weidman surpreende e diz que ficou feliz por ter perdido para Rockhold

Acostumado a deixar o octógono sob aplausos da torcida, abraçando os familiares e celebrando a vitória,Chris Weidman viveu o outro lado da moeda no UFC 194, em dezembro do ano passado. O americano perdeu não só o cinturão do peso-médio do Ultimate para Luke Rockhold, como experimentou pela primeira vez o sabor amargo da derrota. A dureza do resultado, porém, é encarada como experiência de vida para “All American”, que garante ter ficado feliz com o revés.

Em entrevista ao podcast “MMA Hour”, na segunda-feira, o ex-campeão do UFC afirmou que, caso não tivesse sucumbido, não estaria corrigindo erros, como pretende fazer neste processo de recomeço.

– O jeito como eu me senti depois da derrota foi, de longe, a sensação mais surreal da minha vida. Senti como se fosse um sonho ruim, eu só quis voltar a dormir e fazer com que isso não acontecesse de novo. Foi uma coisa surreal. Agora, emocional e mentalmente, sinto que estou no melhor lugar que eu poderia estar. Foi uma grande experiência. Poderia fazer diferente um milhão de coisas na luta, porém, estou realmente feliz que eu perdi. Sinto como se eu tivesse vencido. Se eu tivesse arrumado uma maneira de vencê-lo, eu não teria a oportunidade que tenho agora de crescer como lutador e alcançar o meu potencial. Tenho a liberdade para mudar as coisas que eu quis durante anos. Você não quer corrigir coisas que não estão quebradas, então é nessa situação que você para e produz mudanças. Estou empolgado com o futuro. Sinto como se fosse criar um monstro diferente dentro de mim, estou motivado para lutar de novo.

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Famoso por destronar Anderson Silva – a quem derrotou em duas oportunidades – Weidman defendia o cinturão pela quarta vez, mas revela que não sentiu tanta empolgação desta vez durante a preparação para o embate.

– Eu me senti estranho no camp. Não é desculpa, treinei duro, mas senti uma falta de motivação. Não consegui alcançar essa motivação por alguma razão. Foi estranho perder. Mas depois, você percebe: isso era para acontecer, ele (Rockhold) foi um cara melhor aquela noite e há milhões de coisas na minha cabeça que eu sei que poderia ter feito diferente durante a preparação e na luta. Entretanto, não tenho arrependimentos, porque tenho a capacidade de voltar melhor. Quando se é invicto durante um longo tempo, você simplesmente não sente necessidade de mudar as coisas. Agora, é diferente.

Sobre o embate com Rockhold, Weidman sabe que o chute rodado desferido de maneira atabalhoada contribuiu para sua derrota. Entretanto, ele minimiza o golpe.

– Todo mundo tem falado sobre o chute. Eu sinto que estava ganhando a luta, mas correndo com dois cilindros. Eu senti que mereci perder, e estou feliz que tenha sido assim. Ele estava circulando e achei que pudesse dar um chute giratório. Ele capitalizou e me levou para baixo, mas isso não significa que deveria ter sido o fim da luta para mim. Foi um bom chute giratório? Isso mudou a dinâmica da luta? Com certeza, mas há coisas que eu deveria ter feito assim que eu caí no chão. E eu não as fiz. Estou motivado para mudar algumas coisas, para fazer coisas diferentes.

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