Manifestantes organizam protesto contra reajuste do Transcol

Mais de 30 movimentos sociais planejam fazer um protesto no Centro de Vitória, na manhã desta terça-feira (12), contra o reajuste da passagem do Sistema Transcol, anunciado na última sexta-feira (08) na reunião do Conselho Tarifário da Grande Vitória. A passagem passou de R$ 2,45 para R$ 2,75 de segunda a sábado e de R$ 2,15 para R$ 2,40 aos domingos.
A concentração do protesto está marcada para 6h, em frente ao Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado do Espírito Santo. Participam da manifestação organizações estudantis e comunitárias, como a União da Juventude Socialista (UJS), Diretório Central dos Estudantes da Ufes (DCE-Ufes) e associações de bairros da Grande Vitória.

Os manifestantes prometem levar dois carros de som para a frente do Palácio. Não há previsão, entretanto, de caminhadas e nem de um pedido de reunião com representantes do Governo. As lideranças também afirmaram que não decidiram ainda se fecharão as ruas do Centro.
A manifestação foi definida durante reunião entre membros dos grupos na tarde de sábado (09), na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória.
“Desde 2005, esses grupos atuam contra os aumentos. Na sexta-feira, assim que houve a definição desse aumento abusivo, marcamos o encontro de sábado. Cerca de 80 pessoas compareceram na reunião, quando definimos a manifestação, e esperamos 1000 manifestantes lá, que é o número de pessoas que confirmaram presença no evento na rede social”, conta Guilherme Cogo, diretor de organização do Centro Acadêmico Livre de Ciências Sociais e representante estudantil do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Ufes.
Segundo o presidente estadual da UJS, Jonas Lube, a decisão do Conselho Tarifário não foi democrática e não ouviu os estudantes. “Reajuste em um período de férias, quando não há um debate com a sociedade? E um aumento acima da inflação acumulada de 2015. Não é justo”.
Além do fim do reajuste de 12,24%, os integrantes do movimento carregam outras bandeiras, como melhorias no sistema de transporte público da região metropolitana e a implantação do passe livre irrestrito para estudantes.
“A ideia é mostrar nosso repúdio. A qualidade dos ônibus é ruim: sucateados, lotados, quentes. Nada justifica um aumento desses”, reclama Luiz Costa, presidente da União dos Estudantes Secundaristas do Espírito Santo (UESES), entidade que representa os alunos de ensino médio e técnico.
Um evento no Facebook foi criado pela página “Contra Tarifa GV”. Até o final da tarde desta segunda-feira (11), mais de 800 internautas haviam confirmado presença e mais de 1.100 pessoas manifestaram interesse no protesto.
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Segurança
Por meio de nota, a Polícia Militar disse que não vai divulgar o esquema de segurança caso aconteça a mobilização de terça-feira (12). “A PM informa que sempre atua para garantir a segurança da população, o direito constitucional de ir e vir e o direito à livre manifestação”, disse a nota.
Ceturb
Em entrevista ao portal Gazeta Online na última sexta-feira, o diretor presidente da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb), Alex Mariano, contou que a decisão de reajustar o valor da passagem foi tomada por causa do aumento no preço de insumos, como combustíveis.
“O contrato assinado em 2014 prevê um reajuste anual. Em 2015, conseguimos segurar esse valor, mas isso foi inviável este ano em virtude do aumento no preço de insumos, como combustíveis, pneus, entre outros”, argumentou.
Segundo Alex, o reajuste na Grande Vitória é menor do que é observado em outras regiões metropolitanas. O reajuste de 12,24% foi maior do que a inflação acumulada no ano de 2015, de 10,67%.
“A média de aumento em outras regiões foi de 30%, bem acima do que o nosso reajuste. E o valor era o mesmo desde 2013. A inflação acumulada nesse período foi maior que o reajuste concedido. Nós ainda fomos conservadores no sentido de dar um aumento menor do que o pedido pelos empresários”, alega Alex.
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