Governo interdita praia de Aracruz

Após serem identificados vestígios de lama de rejeitos da Samarco no litoral de Aracruz, o governo do Estado interditou preventivamente a praia de Barra do Riacho, no norte da cidade e próxima à foz do Rio Doce.
Os vestígios foram encontrados na segunda-feira (21) na foz do Rio Piraquê-Açu, no litoral de Aracruz, onde o rio desemboca para o mar.
Outras praias também interditadas são as de Pontal do Ipiranga, Povoação, Comboios e Regência, onde está localizada a foz do Rio Doce, todas em Linhares.
Nesses locais estão proibidas atividades de recreação como banho, mergulho e esqui aquático, “devido à presença da pluma de turbidez gerada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana”, conformou informou nota divulgada pelo Grupo de Governança para a Crise Ambiental no Rio Doce.
O grupo é formado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente, pela Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), pela Cesan, pela Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo, pelo ICMBio e pelas prefeituras de Linhares e Aracruz.
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Aracruz
Apesar da interdição, a prefeitura de Aracruz divulgou que uma equipe do município está monitorando toda a orla com um barco e que não constatou “absolutamente nada mais nas águas do mar, nem nas do Piraquê-Açu”.
Por nota, informou também que “o que ocorreu foi apenas uma suspeita da chegada de vestígios da pluma em nosso litoral”.
O Iema informou que a área total da lama no mar era 52,8 quilômetros quadrados. A partir da foz em Regência, Linhares, a extensão era de 3,5 km ao norte, 16,5 km ao sul e 4,2 km mar adentro.
Empresa particular vai gerir recuperação
Uma empresa particular ficará responsável por gerenciar o fundo a ser mantido pela mineradora Samarco para bancar a recuperação do Rio Doce.
Foi o que ficou decidido ontem em reunião entre governo do Estado do Espírito Santo e de Minas Gerais com a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e com a Advocacia Geral da União (AGU).
“A empresa vai ser escolhida pelo poder público com reconhecimento internacional em recuperação de desastres”, afirmou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Rodrigo Júdice.
Os dois Estados já haviam entrado na Justiça para exigir R$ 20 bilhões da Samarco para formar fundo de recuperação, que deverá ser criado pela Samarco e gerido pela empresa privada apontada pelos governos.
Na última sexta-feira, a Justiça Federal de Minas Gerais determinou a indisponibilidade dos bens da Vale e da BHP Biliton, controladoras da Samarco, que não teria condições de arcar com os R$ 20 bilhões de prejuízo estimado com o desastre.

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