Federação Nacional dos Médicos colhe amostras do Rio Doce em MG

Para avaliar a qualidade da água do rio Doce, e determinar se ela pode fazer mal à saúde da população, a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) iniciou nesta quarta-feira (16) coleta de amostras de água bruta e tratada em Governador Valadares. Segundo o presidente da Fenam, Otto Baptista, caso a água esteja contaminada por metais pesados, as consequências podem variar desde urticárias e lesões na pele até o aparecimento de câncer na população. O rio foi contaminado desde que se rompeu um barragem de rejeitos de minério da Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton.

“Queremos evitar que essa população ribeirinha desses municípios do Vale do Rio Doce venham a pagar com suas vidas ou até conviver com um flagelo para a vida toda. Se a água que está sendo distribuída para população, se ela tiver uma repercussão, mesmo em pequena quantidade diluída na água potável, nós tomaremos todas as medidas cabíveis. Nós levaremos os responsáveis à Corte Interamericana de Direitos Humanos em San José, na Costa Rica”, afirmou o presidente da Fenam.

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Um laboratório foi contratado pelo órgão para realizar a ánalise do material. Segundo o biólogo responsável, Diego Roberto Silva, ao todo serão coletados quatro amostras de solo, seis de água tratada e quatro de água bruta do rio. Ele aponta ainda que foram coletados materiais em um hospital e um posto de saúde da cidade. O laudo deve ser finalizado em 20 dias úteis após a chegada das amostras ao laboratório.

O presidente da Fenam ainda destacou que o diálogo com a comunidade médica será intensificado. “Vamos conversar com os nefrologistas da região, para saber se isso vai aumentar o número de pacientes com problemas renais. A gente alerta os colegas médicos para os mínimos sintomas de repercussão ligada a intoxicação ou até mesmo do contato dessa água, que façam a notificação compulsória, que é um documento que o médico tem na mão pra provar que a população está sendo envenenada aos poucos”, alertou Otto.

O diretor adjunto do Saae, Vilmar Rios, garante que a água tratada é potável para o consumo da população. “Nós temos análises que foram feitas por diversos órgãos; Copasa, Fundação Ezequiel Dias, Unimed, Ecosystem, e nós não distribuíriamos uma água para a população se não houvesse garantia que a água é boa para o consumo. Além disso, nós continuamos a fazer coletas de hora em hora para análise da qualidade da água”, garantiu o diretor.

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