Divisão por peso e prova de supino: conheça o halterofilismo paralímpico

Em setembro do último ano, o Comitê Rio 2016 divulgou um vídeo que viralizou nas redes sociais. Nele, atletas paralímpicos do Brasil foram colocados praticando atividade física no mesmo espaço de anônimos sem necessidades especiais. Num dos momentos mais comentados do vídeo, o anão Luciano Dantas, o Montanha, impressiona diversos fortões ao erguer mais 100kg no supino. Montanha é um dos atletas que integram a seleção brasileira de halterofilismo paralímpico, modalidade que promoverá o seu evento-teste do Rio 2016 a partir desta quinta-feira. A competição será disputada na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra, com a presença de cerca de 60 atletas de 20 países. Como o intuito de aproximar o torcedor da modalidade, o GloboEsporte.com preparou um guia sobre o esporte.

Luciano Dantas bronze Parapan Toronto levantamento de peso (Foto: Daniel Zappe/mpix/cpb)Luciano Dantas, o Montanha, ficou famoso após vídeo que viralizou na internet (Foto: Daniel Zappe/mpix/cpb)

CATEGORIZAÇÃO DE ATLETAS

Integrante do cronograma das Paralimpíadas desde os Jogos de Tóquio 1964, o halterofilismo é o único esporte paralímpico onde atletas são categorizados por peso e não por deficiência física. Em outras palavras, a modalidade coloca lado a lado atletas com diferentes tipos de limitações motoras. As categorias são: masculino: até 49kg, 54kg, 59kg, 65kg, 72kg, 80kg, 88kg, 97kg, 107kg e +107kg; feminino: até 41kg, 45kg, 50kg, 55kg, 61kg, 67kg, 73kg (não haverá a disputa desta categoria no evento-teste), 79kg, 86kg e +86kg.

QUEM PODE PARTICIPAR?

Podem competir no halterofilismo paralímpico: atletas amputados, anões com limitações mínimas, atletas das classes de paralisia cerebral e atletas das classes de lesões na medula espinhal. Os competidores precisam ter a habilidade de estender completamente os braços com não mais de 20 graus de perda em ambos cotovelos para realizar um movimento válido de acordo com as regras.

Halterofilismo paralímpico (Foto: Getty Images)Halterofilismo paralímpico (Foto: Getty Images)

COMO É A PROVA?

Diferentemente do levantamento de peso olímpico, formado pelas provas do arranco e arremesso, o halterofilismo paralímpico é disputado em prova única, o supino reto, exercício muito comum nas academias de musculação. O movimento se inicia quando a barra é retirada do cavalete (com ou sem ajuda) e posteriormente suportada com os braços totalmente erguidos. Feito isso, o atleta desce a barra até a altura do peito e então ele deve finalizar o movimento levando-a de volta à posição inicial. O atleta pode realizar o movimento três vezes, e o maior peso é validado.

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EQUIPAMENTOS E ASSISTENTES

Os equipamentos usados no halterofilismo paralímpico são uma barra de aço, discos (ou anilhas) e colares (ou presilhas) para fixar os discos na barra e um banco reto. Com 2,20m de comprimento e 20kg, de peso, a barra é formatada para que as anilhas não rodem quando presas às laterais, o que diminui a vibração nas articulações dos atletas e também a instabilidade. O banco de supino tem 61cm de largura em sua parte principal e 30cm na parte que fica próxima à cabeça do atleta. A altura do banco varia entre 45 e 50 cm do solo. Os atletas são auxiliados por um anilheiro, profissional responsável por carregar a barra com o peso e garantir a segurança do competidor.

Halterofilismo paralímpico (Foto: IPC/Divulgação)Anilheiros ajudam os atletas durante a execução do movimento (Foto: IPC/Divulgação)

O EVENTO-TESTE

O evento-teste do halterofilismo paralímpico vai de quinta a sábado e terá a presença de 60 atletas de 19 países. A competição é classificatória para os Jogos Paralímpicos do Rio, além de ser um dos eventos que estão servindo como teste para as instalações do Rio 2016. O Brasil será representado por 14 atletas, sendo oito homens e seis mulheres. Entre eles está Márcia Menezes, que em Dubai-2014 conquistou a primeira medalha do Brasil na categoria adulto em um Campeonato Mundial de halterofilismo. Além dela, o grupo brasileiro ainda conta com campeões e medalhistas dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015, como Maria Rizonaide, Evânio Rodrigues, Joseano Felipe, Bruno Carra e Rodrigo Marques.

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO PARA O RIO 2016

A classificação para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 obedece a critérios bem simples: ganham vagas os oito primeiros de cada categoria que levantaram mais peso em etapas de Copa do Mundo, a partir de fevereiro de 2015. Além desta competição na Arena Carioca 1, as últimas chances de classificação serão em Dubai, nos Emirados Árabes, de 15 a 19 de fevereiro, e em Kuala Lumpur, na Malásia, de 24 a 28 de fevereiro.

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