Continuam as negociações entre a Vale do Rio Doce e os índios Krenak

As negociações entre a Vale do Rio Doce e os índios da aldeia Krenak continuam nesta sexta-feira (12) em Resplendor, Minas Gerais. A empresa e os indígenas tentam entrar em um acordo, que ainda não foi firmado. O motivo são os protestos feitos na Estrada de Ferro que liga Vitória a Minas.

A Estrada foi interditada na última terça-feira (09), pelos índios Krenak em Resplendor. O motivo da manifestação é o pedido de um repasse financeiro de R$ 3 milhões, proveniente da Vale do Rio Doce, que, segundo a liderança indígena, não cumpre os acordos firmados desde 2006, quando houve protesto.

Os índios ainda pedem que a Funai e o Ministério Público Federal não participem da implementação de um projeto de pecuária leiteira na região. A equipe técnica que apoia os trabalhos também precisaria se retirar do local.

De acordo com a Vale, a Estrada de Ferro está fora das Terras Indígenas Krenak. Com a manifestação, a empresa está negociando com os índios desde a noite da terça-feira. E na noite dessa quinta-feira (11), representantes da Funai informaram que um acordo está quase fechado.

Segundo um representante dos índios Krenak, os indígenas estão concentrados no processo de negociação e já cederam alguns pontos com a Vale. A mineradora também aceitou algumas condições impostas pela tribo, ainda não divulgadas.

Durante os protestos, um funcionário da empresa teria sido feito refém, mas os indígenas esclarecem que o profissional ficou com os índios por conta própria, para ajudar nas negociações com a mineradora. A reunião deve terminar no fim da tarde dessa sexta-feira (12).

Liberação da estrada
Os índios Krenak liberaram a Estrada de Ferro no início da noite dessa quarta-feira, com a participação de representantes da Vale, Funai, Ministério Público Federal e Prefeitura de Resplendor.

Representantes da Funai afirmam que, por enquanto, os índios não vão manifestar novamente, como foi definido durante as negociações. As viagens de trens de passageiros e cargas seguem normalizadas entre Minas Gerais e Espírito Santo.

Foto: Plínio Viana/VC no G1
Fonte: G1

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