Cabeleireiro de luxo é preso por furto de secador

O furto de um secador levou um dos cabeleireiros de luxo mais conhecidos de Vitória para a cadeia na manhã desta terça-feira (05). O acusado Cláudio Félix Tavares, de 37 anos, de nome artístico Pierri Castillo, é dono de um grande salão de beleza na Enseada do Suá. Ele também é investigado por portar documento falso com os dados de um morador de Cabo Frio, Rio de Janeiro, e ter criado duas contas bancárias com essa documentação.
O furto do secador de cabelos aconteceu no ano de 2003 na cidade Santana do Livramento, no interior do Rio Grande do Sul. Pierri foi condenado e ficou preso por um ano em 2008. Após esse período, ele ganhou o direito de pagar o restante da pena em regime semiaberto, mas descumpriu uma das prerrogativas do privilégio ao viajar para Vitória, onde mora desde então.
Por Pierri descumprir a medida judicial que o impedia de sair da cidade, a Justiça gaúcha decretou um novo mandado de prisão, aberto há seis anos.
A Polícia Civil do Espírito Santo chegou até o cabeleireiro, que também é designer de sobrancelhas, após receber uma denúncia de que ele havia falsificado documentos de uma outra pessoa. Ele usava a identidade de um morador de Cabo Frio, região dos Lagos do Rio de Janeiro, com o nome de Edvaldo. Um inquérito aberto pelo delegado Lauro Coimbra apura os crimes de falsidade ideológica e estelionato, cometidos desde junho de 2015. Durante a investigação, os agentes tomaram conhecimento do mandado de prisão e prenderam o cabeleireiro no seu local de trabalho.
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“A investigação dos crimes de falsidade ideológica e estelionato começou há 20 dias e ainda não foi concluída, mas encontramos esse mandado de prisão no nome dele em aberto e é por isso que ele foi preso”, explica o investigador da Polícia Civil, Ricardo Mendonça.
Na 1ª Delegacia Regional, em Vitória, o cabeleireiro disse ser vítima de uma armação.
“Isso é uma armação. Já cumpri essa pena. Há 12 anos, descobri que tinha o vírus do HIV, pirei a cabeça e vendi meu salão. A pessoa que comprou o salão disse que tinha comprado com tudo lá dentro, inclusive com um secador de um ex-funcionário e esse funcionário disse que não, que o secador era dele”, revelou.
O acusado contou que decidiu criar o documento falso para driblar o preconceito.
“Há um preconceito muito grande para quem é portador do vírus. Será que se descobrissem que eu tenho vírus, me tornaria o cabeleireiro conhecido que sou? Fui incentivado por um chefe a fazer isso, para poder pegar remédios, para ninguém descobrir”, alegou Pierri.
Pierri Castillo foi levado para o Centro de Triagem de Viana e deve ser transferido nos próximos dias para o sistema prisional do Rio Grande do Sul. Além da empresa em Vitória, ele é proprietário de um salão em Cariacica, segundo a Polícia, e é conhecido por ter desenvolvido uma técnica barata de design de sobrancelha.

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