Barragem da Usina de Aimorés é estável, afirma Operadora

Após o rompimento da barragem de contenção de rejeitos em Brumadinho (MG), nesta sexta-feira (25), moradores de Aimorés-MG questionaram, através das redes sociais, sobre a segurança da barragem da usina hidrelétrica de Aimorés, localizada no município.

A Usina Hidrelétrica Eliezer Batista, ou Usina de Aimorés, que desde março de 2015 é 100% Aliança Energia, foi inaugurada em 05 de maio de 2006. A usina está localizada na bacia do rio Doce e abrange quatro municípios: Baixo Guandu (ES), Aimorés, Itueta e Resplendor (MG).

BARRAGEM DA USINA HIDRELÉTRICA DE AIMORÉS

Através das redes sociais, foram levantados sete questionamentos sobre a barragem, sendo eles:

  • 1- Existe sirenes para alertar a população em geral caso haja um rompimento?
  • 2- Caso não exista sirenes, não deveria existir?
  • 3- Em todo trecho da Av. Florisvaldo Dias de Oliveira (Beira Cais) tem umas escotilhas, onde se entendia que seriam sirenes, se não é, o que seria?
  • 4- Caso existam sirenes que possa alertar a população de um possível rompimento, são realizados testes? Com que frequência?
  • 5- Se não são realizados testes, não deveriam ser realizados? Sempre em dias fixos com horário predeterminado e periodicamente?
  • 6- Existem laudos de fiscalização sobre a estrutura e conservação da usina?
  • 7- Quando foi feito este último laudo e qual foi o posicionamento do fiscal?
ESCOTILHA AO LONGO DA AV. FLORISVALDO DIAS DE OLIVEIRA EM AIMORÉS (BEIRA CAIS)

Procurada pela redação do Aimorés Online, a Aliança Energia se posicionou por meio de nota através de e-mail:

A Aliança Geração de Energia monitora constantemente a estrutura de suas instalações e a barragem da Usina de Aimorés está estável e aderente aos requisitos de segurança de barragem previstos na legislação. A Aliança também trabalha em parceria com a Defesa Civil do Município no processo de gestão de segurança da barragem.

Aneel quer revisão de plano de segurança de barragens de hidrelétricas

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, afirmou nesta terça-feira (29) que a agência pedirá a todas as concessionárias uma nova versão do plano de segurança das barragens de usinas hidrelétricas. Além disso, a Aneel fará a fiscalização presencial de parte das barragens que ficam próximas a áreas densamente habitadas.

A medida ocorre após o rompimento de barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), que até o momento provocou a morte de 99 pessoas.

A barragem da Vale que se rompeu armazenava rejeitos da exploração de minérios feita pela empresa. Já as barragens fiscalizadas pela Aneel são de usinas que armazenam água para geração de energia elétrica.

Na segunda-feira (28), o governo federal informou que recomendará aos órgãos reguladores a fiscalização “imediata” de todas as barragens, com ênfase para as que apresentam risco de “dano potencial” à vida humana.

Segundo Pepitone, em 2017 a agência identificou 616 barragens, sendo que 519 estão próximas de áreas densamente habitadas e, por isso, são classificadas pela Aneel como barragens de alto risco.

Também em 2017, informou o diretor-geral, a Aneel fez um pente-fino nas barragens do setor elétrico e em 2018 visitou 122 usinas para fiscalização “in loco” das barragens. Segundo ele, nenhuma barragem do setor elétrico apresenta problemas de segurança.

“Vamos solicitar uma nova versão do plano [de segurança das barragens de hidrelétricas] e vamos atuar para fiscalização in loco. Já estivemos em 122 e vamos elencar outro universo para fiscalizar in loco”, disse.

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